As águas do Rio Paraíba do Sul voam?
Poéticas visuais e experimentação artística junto à pesca artesanal.
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v7i1.A1265Palavras-chave:
Arte, Antropologia, Filosofia, População Tradicional, Conflitos AmbientaisResumo
Como tornar tangível e socialmente visível a importância das populações tradicionais que são as guardiãs de delicados ambientes dos quais depende a qualidade de vida no planeta? Como mobilizar tanto os povos e populações tradicionais quanto as pessoas que nada sabem delas para a defesa desses territórios e do bem viver comum? Essas são questões que vem aproximando a arte, a antropologia e a filosofia. Tendo como ponto de partida os 7 anos de pesquisas antropológicas e diálogos com pescadoras/es artesanais junto ao Projeto de Educação Ambiental (PEA) Pescarte co-elaboramos um ensaio fotográfico, a construção de vídeos experimentais e participação no laboratório nômade Open(Co)Lab que resultou na exposição PORO. Esta comunicação descreve e analisa estas experiências artísticas e experimentais desenvolvidas em Gargaú, comunidade tradicional da pesca artesanal localizada nas proximidades da foz do rio Paraíba do Sul, no município de São Francisco de Itabapoana, RJ, em suas múltiplas camadas de construção e diálogo. Este artigo é resultado de pesquisa financiada pelo PEA Pescarte que é uma medida de mitigação exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal, conduzido pelo IBAMA.