IMANENTE

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DOI:

https://doi.org/10.48619/cap.v7i2.A1288

Resumo

IMANENTE é uma poesia para ser compartilhada sonoramente. Criada como uma chamada, uma evocação. Mas, antes, um convite a uma escuta profunda, um quase sussurro, que nos chama à pausa. Não seria incoerente dizer que é um gesto singelo, porém simbólico, que sinaliza o espírito do tempo, tão veloz e a cada dia, mais bárbaro. Tempos em que não nos olhamos mais nos olhos, não nos tocamos. Tempos sem intervalos, sem ócio, sem dúvidas. Nesta fala, a poesia se desdobra e se expande em som, luz, objeto e ação, numa reunião coletiva para resgatar o gesto, o estado de presença, ainda que por instantes. Regar as pedras, rogar às pedras, sentar-se com, e doar as pedras. É hora de resgatar (c)orações. Se imanente é aquilo que permanece ou reside no interior, que é inerente, que faz parte da essência de algo e é inseparável dele, a poesia expandida transcende, extrapola, atravessa, conecta. Palavra, som, imagem, matéria, corpo, vibração: imanente é poesia expandida em ato e pensamento transmutada em escrita, tato, palavra, materialidade, sonoridade, espacialidade, vibração, cuidado. Nessa expansão e deslocamentos, encontra o outro e o convida, adverte, faz pausar juntos, PerForma. É TEMPO DE REGAR AS PEDRAS!

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Publicado

2026-01-08

Como Citar

Amaral, L., Tarran, C., & Fuão, F. (2026). IMANENTE. CAP - Cadernos De Arte Pública Public Art Journal, 7(2), 156–161. https://doi.org/10.48619/cap.v7i2.A1288