Buquê para os pés:
cada passo semeia arte, afeto e sustentabilidade social
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v7i1.A1296Resumo
O presente artigo analisa a obra Buquê para os Pés (2025), um tapete de tecido chita com grandes estampas florais, símbolo da cultura popular brasileira, apresentado na exposição Corpos em Trânsito: paisagens sensíveis da arte na educação, durante o I Congresso Nacional da Rede do Mestrado Profissional em Artes (Prof-Artes) do Instituto de Artes da UNESP, em 2025. Inspirada pelo tema da 36ª Bienal de São Paulo - “Nem todo viandante anda estradas: da humanidade como prática” — , a mostra reuniu produções de docentes, discentes e egressos de diferentes regiões do país, enfatizando a diversidade cultural e a sustentabilidade social como valores centrais da arte-educação contemporânea. O objetivo da pesquisa é compreender Buquê para os Pés como obra-processo que articula estética relacional, pedagogias do cuidado e ecologias culturais. A investigação discute como a ativação do tapete pelos participantes transforma o ato cotidiano de caminhar em experiência estética compartilhada. Os resultados apontam que a obra operou como dispositivo relacional, estimulando encontros, escutas e partilhas. Os passos do público produziram uma cartografia sensível da coletividade, revelando modos plurais de existir e conviver no território brasileiro. A simplicidade material da obra mostrou-se potente para promover práticas colaborativas e reflexões sobre diversidade e sustentabilidade cultural. Como conclusão, observa-se que Buquê para os Pés se afirma como campo expandido de convivência, aprendizagem e criação coletiva. A potência relacional da obra motivou sua reedição como objeto artístico nômade, apto a se reinscrever em novos espaços e comunidades, ampliando seus diálogos pedagógicos e culturais.