Geopoéticas Glocais: Arte/Educação Ambiental, Artivismo e Práticas em Rede. #FrenteBrasilContraDevastação.
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v7i1.A1298Resumo
O presente artigo tem como objetivo documentar e analisar uma série de ações de ativismo artístico realizadas como protesto contra o “PL da Devastação” sobretudo ocorridas no mês de julho na cidade de São Paulo, com desdobramentos longo do segundo semestre de 2025, até o momento desta escrita co-autoral. Conceitualmente, as ideias que inspiraram as mobilizações situam-se no campo da Geopoética (Kenneth White) e da Topofilia (Yi-Fu Tuan), estabelecendo articulação intercultural e multisensorial, aproximando distintas “paisagens” geográficas, urbanas e humanas. A iniciativa principal mobilizou a criação coletiva e em rede, de uma manifestação pública, de forte presença no cotidiano urbano como ato poético-político ambiental para sensibilização da opinião pública acerca das ameaças ambientais impretadas pelo Congresso Nacional, aqui denominadas como “PL da Devastação”
. Uma faixa artística monumental foi coproduzida por uma multitude de artistas-educadores-ativistas-cidadãos que se reuniram na mais convergente das avenidas – a Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, Brasil. Mobilizou uma vasta rede de artistas e coletivos alcançando notável impacto cultural e midiático na elaboração de uma obra poética articuladora das distintas pautas ao redor do patrimônio biocultural em risco. Os temas-chave incluem a concepção da arte pública relacional como uma prática de ação política e sensibilização social, com a primazia do trabalho coletivo sobre o individual e a importância da construção de processos co-criativos inclusivos e horizontais. Como desdobramento da obra-processual impulsionada pelo contexto de convergência político-ambiental da realização da COP30, em tempos de tensionamentos e disputas narrativas, delinearam-se desdobramentos que envolveram o planejamento de ações posteriores, como a participação na Marcha Mundial durante a COP 30. A formação de um coletivo temporário distribuído em rede glocal apontando para novos agenciamentos e estruturas sociotécnicas que impulsionam as táticas co-elaborativas de ecoartivismo como formas de atuação local com repercussões globais, incidindo no espaço público “rede-rua” no presente, atuando na construção de espaços de mutação onde dialoguem distintas cosmopercepções e tecnodiversidade.