Flores, Memoráveis Momentos na Mente de um Demiurgo?
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v7i2.A1291Palabras clave:
Realidade Virtual, Imersão, Efeito Pulfrich, Java3D, Arte Computacional, Arte ContemporâneaResumen
Ensaio apresentando uma reflexão sobre meu fazer poético em Arte Computacional. Poesia - do grego póiesis - envolve a ação de fazer algo. Nesse contexto vejo-me como agenciadora de experimentos que se apresentam, mas não necessariamente representam algo. Essas coisas presentes, se apresentam à experiência daqueles que as vivenciam, as amam e com elas se deleitam, ao se apresentarem, ganham existência como coisas ou potencialidade de ser coisas e conquistam o estatuto de realidades.
Ao observar o ambiente circundante projetamos sobre ele a nossa visão de mundo. Aquilo que somos capazes de perceber são reflexos do mundo filtrados pelo nosso sistema perceptivo e cognitivo e constitui-se num filtro composto por paradigmas através dos quais percebemos e concebemos o ambiente circundante. Procurar ultrapassar essa limitação e ampliar a consciência através de exercícios da imaginação é uma atitude humana inerente ao campo das artes.
Neste ensaio visual apresento imagens de algumas das minhas obras. Nelas as flores são a expressão máxima da reprodução da vida na natureza. São como momentos memoráveis na mente de um demiurgo poeta a buscar a antinomia entre entropia e sintropia, o caos primordial e a ordem tecida pela vida. Para o Hermetismo tudo no Universo se manifesta em pares de opostos, sendo dual em realização. Entretanto, para a Semiótica, é triádico em manifestação: uma união alquímica a propiciar a vida e seu devir. As flores encantam animais, insetos e nos encantam criando memoráveis momentos refletindo a mente daquele demiurgo poeta que criou um processo de evolução sublime.