Espaço–Corpo–Movimento: territórios, práticas e deslocamentos contemporâneos
As atas (proceedings) serão publicadas na revista:
Cadernos de Arte Pública
Submissão de artigos completos: até 30 de agosto de 2026.
Publicação da CAP em contínuo, edição completa: novembro de 2026.
Por favor, indique a chamada temática à qual está a submeter no campo “Comentários para o Editor”.
Co-editors: Evandro Fiorin - Departament of Architecture and Urbanism, UFSC; Florianópolis-SC, Brazil; Lilian Amaral - Diversitas USP - Universidade de São Paulo, Brazil
O dossiê Espaço–Corpo–Movimento (ECM) propõe investigar as múltiplas relações entre espacialidade, corporeidade e movimento como dimensões indissociáveis da experiência contemporânea do mundo.
Mais do que categorias isoladas, espaço, corpo e movimento são compreendidos aqui como campos co-constitutivos, nos quais práticas sociais, infraestruturas, paisagens e subjetividades emergem em constante transformação.
Em um contexto marcado por fluxos globais, mobilidades forçadas e voluntárias, transformações ambientais e reconfigurações urbanas aceleradas, o espaço deixa de ser entendido como suporte estático para tornar-se processo vivido; o corpo, por sua vez, aparece como operador sensível e político do território; e o movimento surge tanto como deslocamento físico quanto como devir — social, ecológico e simbólico.
O dossiê busca contribuições que investiguem, entre outros aspectos:
• relações entre corpo e território nas cidades contemporâneas;
• zonas de transição e paisagens em transformação;
• mobilidade, nomadismo e microterritorialidades urbanas;
• práticas espaciais insurgentes e formas de habitar o entre;
• ecologias relacionais e interdependência entre humanos e ambientes;
• arte, imagem e experimentações visuais como pensamento espacial;
• políticas do movimento, migração e direito à cidade;
• metodologias experimentais que articulem o corpo-criação e arte pública;
Interessa particularmente trabalhos que abordem o espaço como experiência incorporada e dinâmica, explorando abordagens interdisciplinares entre arquitetura, urbanismo, geografia, artes visuais, filosofia, antropologia, estudos ambientais e práticas curatoriais.
Ao reunir pesquisas teóricas, ensaios visuais e investigações empíricas, este número pretende discutir como corpos produzem espaço através do movimento — e como os espaços, por sua vez, modulam formas de vida, percepção e imaginação política.
Creditos: imagem e criação da chamada, Evandro Fiorin
com o apoio de Lilian Amaral e Pedro Soares Neves