Além da Superfície
arte computacional e os territórios do invisível
DOI:
https://doi.org/10.48619/cap.v7i2.A1271Keywords:
Arte Computacional, Estética Digital, Imaterialidade, Interatividade, Inteligência Artificial, Autoria, Percepção EstéticaAbstract
Refletir sobre a arte computacional implica ultrapassar fronteiras que não se limitam à materialidade visível das obras. Tradicionalmente associada à superfície, da tela, do papel, da pedra ou do corpo, a arte, no contexto digital, expande-se para dimensões imateriais, processuais e relacionais. O tema Além da Superfície: arte computacional e os territórios do invisível propõe um olhar para o invisível que sustenta o visível: os códigos, os algoritmos, as interações, as redes de dados e as inteligências artificiais. Esses elementos operam como camadas dinâmicas que transformam continuamente as noções de obra, autoria e espectador. Nesse cenário, a criação artística deixa de ser apenas resultado de uma ação manual ou individual e passa a emergir de sistemas colaborativos e interativos que integram humano e máquina. Assim, pensar a arte computacional é compreender um campo em permanente mutação, em que o visível e o invisível se entrelaçam, revelando novas formas de sensibilidade e percepção estética.