O que aparece quando Munch, Duchamp e o Samba de Antonieta se encontram?

Corpografias, dissenso e política do sensível entre arte e cidade

Autores

  • Rodrigo Gonçalves dos Santos Professor Associado, Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ), Florianópolis SC Brasil

DOI:

https://doi.org/10.48619/cap.v8i1.A1307

Palavras-chave:

corpografia, dissenso, corpo, cidade, sensível

Resumo

Este ensaio articula corpo, cidade e política do sensível a partir da Frise de la vie (c. 1890–1910), de Edvard Munch, de Étant donnés (1946–1966), de Marcel Duchamp, e de práticas urbanas contemporâneas situadas no Centro Leste de Florianópolis, com destaque para o Samba de Antonieta. A partir de uma perspectiva fenomenológica, o texto propõe compreender essas experiências como corpografias — inscrições sensíveis do corpo no espaço — que produzem modos específicos de subjetivação. Em diálogo com Maurice Merleau-Ponty, Georges Didi-Huberman e Jacques Rancière, o ensaio aborda a imagem e o gesto urbano como campos de dissenso e sobrevivência, nos quais o corpo aparece não como representação, mas como presença vulnerável e insistente. Entre o grito, a fresta e o canto, sustenta-se que a experiência estética e urbana constitui um campo político fundamental, capaz de tensionar os regimes de visibilidade e de reinscrever a possibilidade do comum no espaço contemporâneo.

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Publicado

2026-05-14

Como Citar

Gonçalves dos Santos, R. (2026). O que aparece quando Munch, Duchamp e o Samba de Antonieta se encontram? Corpografias, dissenso e política do sensível entre arte e cidade. CAP - Cadernos De Arte Pública Public Art Journal, 8(1), 28–37. https://doi.org/10.48619/cap.v8i1.A1307